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Solução à vista
por Francisco Trindade
Sunday, Sep. 03, 2006 at 4:19 AM
Solução à vista
Solução à vista
Apresentamos o novo texto do blog http://www.franciscotrindade.blogspot.com
Texto intitulado
Solução à vista Segue-se excerto do texto que pode ser lido na íntegra em http://www.franciscotrindade.blogspot.com
A urgência de travar a proliferação de armas nucleares, e avançar no sentido da sua eliminação, não poderia ser maior. O fracasso em fazê¬ lo conduzirá certamente a nefastas consequências, inclusive ao fim da única experiência da biologia com a inteligência superior. Por muito ameaçadora que seja a crise, há meios para a desactivar. Um ponto de ebulição parece estar iminente em relação ao Irão e aos seus programas nucleares. Antes de 1979, quando o Xá estava no poder, Washington apoiou fortemente esses programas. Actualmente, a alegação habitual é que o Irão não tem necessidade de energia nuclear, e portanto deve estar a seguir um programa de armas secreto. «Para um grande produtor de petróleo como o Irão, a energia atómica é um desperdício dos seus recursos», escreveu Henry Kissinger em The Washington Post no ano passado. No entanto, há 30 anos, quando Kissinger era secretário de Estado do presidente Gerald Ford, sustentou que a «introdução da energia nuclear simultaneamente responderá às crescentes necessidades da economia do Irão e libertará as restantes reservas de petróleo para a exportação ou para a conversão em produtos petroquímicos». No ano passado, Dafna Linzer, do The Washington Post, perguntou a Kissinger sobre a sua inversão de opinião. Kissinger respondeu com a sua habitual franqueza comprometida: «Eles eram um país aliado». Em 1976, a administração Ford «aprovou os planos iranianos para construir uma indústria de energia nuclear massiva, mas também trabalhou duramente para completar um negócio de milhares de milhões de dólares que teria dado a Teerão o controle de grandes quantidades de plutónio e urânio enriquecido – os dois caminhos para uma bomba atómica», escreveu Linzer. Os estrategos de topo da administração Bush, que agora estão a denunciar estes programas, estavam então em postos chave da segurança nacional: Dick Cheney, Donald Rumsfeld e Paul Wolfowitz.
Textos de ontem:
Vamos entrar na 4ª fase A França e a contradição insolúvel da globalização II Alternativas latino-americanas A reconstrução não é ainda uma realidade para Faluja O 'renascimento' neoliberal da teoria do desenvolvimento
Saudações proudhonianas Até breve Francisco Trindade
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