Edição de Quarta-feira do Alerta
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Por Jorge Serrão
O tema “
aborto” tem
tudo para provocar um terremoto na campanha presidencial que Lula da
Silva já considera ganha. Organizações
em defesa da vida iniciaram uma campanha, via Internet, para denunciar
a intenção do PT em aprovar a polêmica
“descriminalização” (na
verdade, legalização) do aborto, no
começo do “próximo mandato”.
O assunto, considerado “tabu”, foi abolido da
campanha reeleitoral. Além de Lula, o principal alvo da
atual campanha anti-aborto é a deputada federal Jandira
Feghali (PC do B), que médica pediatra, e concorre (como
favorita nas pesquisas) ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Estrategistas de campanha de Lula e Feghali já temem os
efeitos negativos de uma pesquisa do Ibope, realizada em
março de 2005, confirmando que 97% dos brasileiros
são contra o aborto. Eles não sabem como lidar
com a divulgação, agora, de que foi o governo do
presidente Lula que apresentou ao Congresso Nacional, em 27 de setembro
de 2005, um projeto de lei, que está tramitando na
Câmara sob o nome de substitutivo do PL 1135/91. O texto
define o aborto como um direito da mulher, ao mesmo tempo em que
extingue todos os artigos do Código Penal brasileiro que
definem o crime de aborto.
Pelo projeto apresentado pelo PT, depois de elaborado por um
“Grupo Tripartite”, todos os tipos de aborto
deixarão de ser crime e a prática se
tornará legal, por qualquer motivo, em qualquer momento da
gravidez. A nova lei vale para o aborto durante todos os nove meses da
gravidez, desde a concepção até o
momento do parto. O projeto foi relatado pela deputada Jandira Feghali.
Mas os estrategistas de campanha do PT fecharam questão de
que o tema não seria tratado neste ano de campanha, por
causa da rejeição popular. Mas seria retomado,
com força, em 2007, após a
reeleição de Lula.
Para poder ganhar as eleições com o voto do
eleitorado das classes C, D e E (que são majoritariamente
contra o aborto), o governo Lula costurou um acordo com os
políticos da base aliada e as várias
organizações que recebem dinheiro do estrangeiro
para promoverem no Brasil a legalização do
aborto. Pelo acordo ficou estabelecido que não se discutiria
e não se tramitaria o assunto aborto durante o ano eleitoral
de 2006. A julgar pelo exemplo da última campanha
presidencial norte americana, em que o opositor de George Bush foi a
favor do aborto e perdeu, isto poderá custar a
reeleição para o presidente e encerrar as
aspirações da deputada Jandira Feghali ao Senado.
O fato, que é abafado pelos marketeiros de campanha,
não pode ser escondido pelo partido. No site oficial do
Partido dos Trabalhadores, fundado pelo presidente Lula e ao qual ele
ainda pertence como presidente de honra, encontra-se a
notícia de que no 13º Encontro Nacional do PT,
ocorrido em São Paulo entre os dias 28 e 30 de abril de
2006, foi aprovado um documento contendo as diretrizes a serem seguidas
pelo governo federal caso o presidente Lula venha a ser reeleito. O
documento, intitulado “Diretrizes para a
Elaboração de um Programa de Governo", afirma que
a descriminalização do aborto passará
a ser programa oficial do governo em caso de
reeleição do presidente.
O presidente Lula tenta fugir do polêmico assunto. Mas desde
abril de 2006 não é mais possível
negar que a descriminalização do aborto passou a
ser uma diretriz oficial do seu partido para o programa de governo do
segundo mandato presidencial. No item 35 está escrito:
“O segundo Governo deve consolidar e avançar na
implementação de políticas afirmativas
e de combate aos preconceitos e à
discriminação. As políticas de
igualdade racial e de gênero e de
promoção dos direitos e cidadania de gays,
lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais
receberão mais recursos. O Governo Federal se
empenhará na agenda legislativa que contemple a
descriminalização do aborto”.
A postura pró-legalização ou
pró-descriminalização é
endossada pelo Ministério da Saúde e pelas
secretarias de Políticas para Mulheres, Direitos Humanos e
Promoção da Igualdade Racial. Para esse setor do
governo, a postura da Igreja Católica anti-aborto e outros
grupos religiosos representa um dos principais entraves à
revisão legislativa. Por isso, Lula até mentiu
até para a cúpula Católica. No final
da primeira semana de agosto de 2005, em que a Comissão
Tripartite concluía o projeto da total
legalização do aborto no Brasil, o presidente
Lula escreveu uma carta à CNBB para ser encaminhada
à Assembléia Geral de todos os bispos
brasileiros, tradicionalmente reunidos em Itaici.
A carta, datada do dia 8 de agosto de 2005, foi lida pelo cardeal
Geraldo Majella Agnelo na manhã do dia 9 no
plenário da 43ª Assembléia Geral da
CNBB, que reunia cerca de 300 bispos do País. Escreveram
para Lula: "Meu prezado dom Geraldo Majella. Reafirmo nosso compromisso
com a afirmação da dignidade humana em todos os
momentos e circunstâncias e com a rigorosa
proteção do direito dos indefesos. Nesse sentido
quero, pela minha identificação com os valores
éticos do Evangelho, e pela fé que recebi de
minha mãe, reafirmar minha posição em
defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance. Nosso
governo não tomará nenhuma iniciativa que
contradiga os princípios cristãos, como
expressamente mencionei no Palácio do Planalto”.
Antecipando
o golpe
Antes de preparar o terreno para a aprovação da
“descriminalização” do
aborto, a equipe do Presidente Lula já tomou cuidados legais
para assegurar que não haverá
obstáculos para a aprovação da nova
lei.
Ao sancionar a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), O
presidente Lula teve o cuidado de vetar vários dispositivos.
Mas manteve intacto o art. 5º, que permite a
“destruição de embriões
humanos”.
O texto
que querem aprovar
O projeto segundo o qual o aborto deixaria de ser crime em qualquer
circunstância, exceto no caso em que o aborto "fosse
provocado sem o consentimento da gestante", foi elaborado no
período compreendido entre abril e agosto de 2005 pelos
dezoito membros da Comissão Tripartite criada pelo Governo
Federal.
Embora tivesse sido propositalmente excluída da
Comissão Tripartite a participação de
todas pessoas e entidades da sociedade que não fossem
militantes da legalização do aborto, o governo
sempre insistiu em dizer que a Comissão representava
democraticamente todos os segmentos da sociedade.
O ponto básico do texto é o seguinte:
Art. 1º Toda mulher tem o direito à
interrupção voluntária de sua
gravidez, realizada por médico e condicionada ao
consentimento livre e esclarecido da gestante.
Art. 2º Fica assegurada a interrupção
voluntária da gravidez até doze semanas de
gestação".
Estes dois primeiros artigos, enganosamente, induzem o leitor
desavisado a crer que o aborto será legal apenas durante as
doze primeiras semanas de gravidez.
Porém, depois de vários outros artigos, quando o
projeto já se encerra naquela seção
onde as leis costumam afirmar que "revogam-se as
disposições em contrário", o projeto
da Comissão Tripartite, em vez de revogar "as
disposições em contrário", diz algo
ligeiramente diferente e declara que:
"Art. 9º Revogam-se os artigos 124, 126, 127 e 128 do
Código Penal".
A
armadilha legal
A maioria das pessoas não sabe de memória o que
são os artigos 124, 126, 127 e 128 do Código
Penal.
Acostumadas dezenas de vezes, ou algumas até milhares de
vezes, a saber que todas as leis sempre terminam quase sempre pelas
palavras "revogam-se as disposições em
contrário", passam adiante do artigo nono do Projeto da
Comissão Tripartite supondo que deve-se tratar de simples
burocracia jurídica.
Mas são justamente estes artigos revogados os que fazem toda
a diferença.
Caminho
aberto para o aborto
Os artigos revogados pelo Projeto são nada mais nada menos
do que simplesmente todos os artigos do Código Penal que
definem que o aborto é crime, exceto aquele que declara ser
crime provocar o aborto sem o consentimento da gestante.
Isto significa que a parte principal do projeto é justamente
o último artigo, e não os oito anteriores, e que
a verdadeira causa por que o aborto deixará de ser crime
não é o artigo 2 onde se menciona o prazo de doze
semanas.
Mas sim o último artigo, semelhante na forma a uma
disposição redundante, mas que extingue
completamente qualquer tipificação do crime de
aborto do sistema penal brasileiro, desde que não seja
praticado contra a vontade da gestante.
Parecer
dos juristas
Se não existe mais qualquer crime de aborto, o aborto pode
ser praticado em qualquer momento, por qualquer motivo.
Pode ser praticado em qualquer momento da gravidez.
As pessoas pensavam que estavam lendo um projeto que legaliza o aborto
até o terceiro mês, mas terão aprovado
uma lei onde o aborto estará legalizado durante todos os
nove meses da gravidez, desde a concepção
até o momento do parto.
Os conhecidos juristas Dr. Ives Gandra Martins de São Paulo,
Dr. Paulo Leão, procurador no Rio de Janeiro e
principalmente o ex Procurador Geral da República, Dr.
Claúdio Fonteles, denunciaram claramente, através
da simples leitura do texto do projeto, que o último artigo
do mesmo liberaria totalmente o aborto desde a
concepção até o momento do parto,
não importando o que os oito artigos precedentes pudessem
aparentemente afirmar em contrário.
Jogo
verbal da Jandira
No texto em que, como relatora do PL 1135/91, recomenda a
aprovação do projeto apresentado pela
Comissão Tripartite que descriminaliza completamente o
aborto no Brasil, a deputada Jandira Feghali afirma:
"
É bom ressaltar que, ao contrário
do que acredita o senso comum, a
descriminalização do abortamento e a
normatização do atendimento não
acarretam, a médio e longo prazo, um aumento no
número desses procedimentos".
A deputada também criticou os que a acusaram de estar
legalizando o aborto no Brasil, respondendo que o projeto pelo qual ela
lutava não legalizava o aborto, mas apenas o
descriminalizava, retirando-o da esfera legal para inseri-la no
contexto da saúde pública.
A candidata a Senadora Jandira Feghali, a principal aliada do governo
dentro do Poder Legislativo neste projeto, é
médica pediatra formada pela Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, especializada em cardiopediatria e com vários
anos de experiência na área.
A quem
interessa o Aborto
A promotora de Justiça Maria José Miranda
Pereira, autora do artigo “Aborto: a Quem
Interessa” (Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1090, 26
junho 2006, e publicado em 3 de agosto de 2006 pelo site
Mídia Sem Máscara), desnuda os interesses por
trás da campanha pela
descriminalização do aborto.
A especialista recomenda a leitura de um documento, hoje não
mais confidencial, de 10 de dezembro de 1974, de autoria do
então secretário de Estado norte-americano Henry
Kissinger, intitulado National Security Study Memorandum 200
(abreviadamente NSSM 200): Implications of Worldwide Population Growth
for US Security and Overseas Interests.
Em bom português:
Memorando de Estudo de
Segurança Nacional 200: Implicações do
Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os
Interesses Ultramarinos dos Estados Unidos.
Relatório
Kissinger
O documento, conhecido como Relatório Kissinger, foi
entregue pelo Conselho Nacional de Segurança dos Estados
Unidos ao presidente americano Gerald Ford.
O Relatório Kissinger considera o aborto como crucial para o
controle demográfico. Eis suas palavras textuais:
"
Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos:
nenhum país já reduziu o crescimento de sua
população sem recorrer ao aborto".
Ameaça
aos EUA
Só em 1989 a Casa Branca desclassificou o documento, que
agora é de domínio público.
Nesse relatório afirma-se que o crescimento da
população mundial é uma
ameaça para os Estados Unidos, e que é preciso
controlá-la por todos os meios: anticoncepcionais,
esterilização em massa,
criação de mentalidade contra a
família numerosa, investimento maciço de
milhões de dólares em todo o mundo.
Para tentar impedir o crescimento demográfico dos
países pobres, mantendo-os sob o domínio
econômico e político dos países
desenvolvidos, já se realizaram várias
Conferências Mundiais: em Bucareste, Romênia
(1974), na cidade do México (1984) e no Cairo (Egito), em
1994.
Brasil
é um dos alvos
O Relatório Kissinger concentra seu plano de controle
demográfico em treze países-chave, entre os
quais, o Brasil:
"
A assistência para o controle populacional
deve ser empregada principalmente nos países em
desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os
EUA têm interesses políticos e
estratégicos especiais. Estes países
são: Índia, Bangladesh, Paquistão,
Nigéria, México, Indonésia, Brasil,
Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e
Colômbia".
Segundo Maria José Miranda Pereira, o disfarce do controle
demográfico foi cuidadosamente planejado:
"
Os EUA podem ajudar a diminuir as
acusações de motivação
imperialista por trás do seu apoio aos programas
populacionais declarando reiteradamente que tal apoio vem da
preocupação que os EUA têm com: a) o
direito de cada casal escolher com liberdade e responsabilidade o
número e o espaçamento de seus filhos e o direito
de eles terem informações,
educações e meios para realizar isso; e b) o
desenvolvimento social e econômico fundamental dos
países pobres nos quais o rápido crescimento
populacional é uma das causas e
conseqüência da pobreza generalizada".
Mentes
brasileiras influenciadas
A promotora Maria José Miranda Pereira avalia que a
afirmação repetida de tais inverdades acabou
penetrando nas mentes brasileiras, que não enxergam a torpe
motivação imperialista das políticas
anti-natalistas.
Segundo a especialista, a instrumentalização das
mulheres também está prevista no
Relatório Kissinger, motivo pelo qual os grupos feministas
são sobejamente financiados por
instituições de controle demográfico:
"A
condição e a
utilização das mulheres nas sociedades dos
países subdesenvolvidos são de extrema
importância na redução do tamanho da
família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma
alternativa para o casamento e maternidade precoces, e incentiva a
mulher a ter menos filhos após o casamento... As pesquisas
mostram que a redução da fertilidade
está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar...".
Na Conferência de Pequim (ou Beijing) sobre a Mulher, de
1995, investiu-se enormemente, em nível internacional, para
compelir os países a legalizarem o aborto, reconhecendo-o
como um "direito da mulher".
Lobby
eficiente no Brasil
A promotora denuncia que, em Brasília, atua um eficiente
"lobby" pró-aborto chamado CFEMEA (Centro Feminista de
Estudos e Assessoria).
Essa ONG monitora cuidadosamente as proposições
legislativas do Congresso Nacional e está sempre alerta para
as estratégias mais favoráveis para a
aprovação de projetos pró-aborto.
“
Vejamos o que o CFEMEA diz de si mesmo: Desde
1992, o Centro Feminista desenvolve o Programa Direitos da Mulher na
Lei e na Vida, [...]. O Programa assumiu a feição
de Implementação das Plataformas de
Beijing´95 e Cairo´94 no Brasil em 1995. Para
realizar este trabalho, o CFEMEA conta com o apoio de
organizações da cooperação
internacional".
Os
financiadores da campanha
A promotora Maria José Miranda Pereira denuncia que as
organizações da cooperação
internacional que financiam o CFEMEA - e também
vários outros grupos pró-aborto - são,
entre outras, a Fundação Ford, a
Fundação Mac Arthur, o Fundo das
Nações Unidas para a
População (FNUAP) e o Fundo das
Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM).
“
Isso explica porque as feministas, embora em
número reduzidíssimo, conseguem tanto
espaço nos meios de comunicação
social, dando a entender que representam o pensamento da mulher. O
imenso empenho do governo em favorecer o aborto pode ser explicado, em
parte, pela submissão aos organismos multilaterais de
crédito, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário
Internacional. De fato, tais instituições
financeiras condicionam toda ajuda econômica externa ao
cumprimento de metas demográficas pautadas em cada
empréstimo".
Ingleses
na jogada
Maria José Miranda Pereira denuncia as
ações da IPPF (Federação
Internacional de Planejamento familiar) é a maior rede
privada de controle de natalidade, com sede em Londres e filiais
espalhadas em cerca de 180 países, entre os quais o Brasil,
cuja filial chama-se BEMFAM.
A IPPF dispõe no Brasil de um braço legislativo
chamado Grupo Parlamentar de Estudos em População
de Desenvolvimento (GPEPD), um poderoso - e bem financiado - lobby
composto de parlamentares encarregados de transformar em lei os planos
anti-natalistas.
Aos interessados em aprofundar o tema, a promotora Maria
José Miranda Pereira recomenda o excelente livro do jurista
argentino Jorge Scala, intitulado "IPPF: a multinacional da morte",
recentemente traduzido para o português.
Bom
para os planos de saúde?
Maria José Miranda Pereira condena o anteprojeto que libera
totalmente o aborto no País.
E chama a atenção para a
característica de “negócio”
por trás da descriminalização do
aborto:
“
É de causar perplexidade o que
está no artigo 4°: os planos privados de
saúde serão obrigados a cobrir as despesas com
aborto. Poderão eles excluir procedimentos
obstétricos, mas não poderão excluir
"os necessários à
interrupção voluntária da gravidez
realizada nos termos da lei" (sic). Pasmem! Para o governo, o aborto
provocado é mais importante que o nascimento! A morte tem
prioridade sobre a vida! A quem isso interessa?”
O que
pensa o doutor Alckmin
Provocado a responder sobre o polêmico tema, em sua campanha
eleitoral, o candidato da coligação Por um Brasil
Decente, Geraldo Alckmin, não deixou totalmente clara sua
posição sobre a
descriminalização do aborto no Brasil:
“
A questão da
interrupção provocada de uma gravidez. Sou
católico e médico de
formação, e posso lhe adiantar que eu,
pessoalmente, não sou favorável à
prática do aborto. Mas considero que, antes de ser um crime
ou uma questão religiosa, tratamos, basicamente, de uma
questão de consciência. Há os casos
autorizados pelo Código Penal brasileiro e, nesses casos, a
ação do Ministério da Saúde
não pode ser outra que seguir a lei e dar
condições de segurança ao
procedimento, protegendo a saúde da mulher brasileira que,
ao amparo da legislação em vigor, toma a
decisão íntima de não prosseguir com a
sua gravidez”.
A questão do aborto enrola os tucanos, já que, em
novembro de 1998, o então Ministro José Serra
editou a Norma Técnica "Prevenção e
Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra
Mulheres e Adolescentes".
Tal ato oficializou a prática do aborto pelo SUS, segundo
interpretação de críticos do aborto.
Os
eleitores são contra o aborto
Todas as pesquisas de opinião são
unânimes em indicar que a maioria esmagadora da
população brasileira é contra a
legalização do aborto.
No dia 7 de março de 2005, uma pesquisa de
opinião pública realizada pelo IBOPE mostrou que
a aprovação ao aborto, de 2003 para 2005, havia
diminuído em todo o Brasil de 10% para 3%, segundo uma
tendência que vem se acentuando há pelo menos uma
década.
A pesquisa foi realizada em uma amostra de duas mil e duas pessoas de
143 municípios, semelhantemente à da pesquisa de
2003.
95% dos brasileiros acham que o governo deve distribuir
anticoncepcionais.
97% concordam com a distribuição de camisinhas.
68% acham que a chamada pílula do dia seguinte deva ser
oferecida para a população.
Apenas 3% de católicos e não-católicos
admitem a interrupção da gravidez por uma
decisão da mulher.
Outra
pesquisa que condena o aborto
Uma pesquisa da Sensus, realizada em abril de 2005 a pedido da
Confederação Nacional de Transportes (CNT),
revelou que 85% dos brasileiros são contrários
à prática do aborto.
Mesmo em caso de violência sexual, 49,5% são
contrários, enquanto 43,5% são
favoráveis.
Apenas 7% não responderam à pesquisa.
O papel
de Lula
Uma frase do presidente Lula, que anda reproduzida pela Internet,
revela bem o seu papel estratégico na Presidência
da República, como representante dos controladores
internacionais do Brasil:
“
Cheguei à Presidência
para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes
antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer".
No
inferno não, pelo amor de Deus...
O Lula, o Bush e o Papa viajavam em um avião, quando aparece
em uma das asas o Diabo.
O cramulhão carregava uma enorme serra e começa a
cortar a asa da aeronave.
Quando viram o capeta fazendo a sacanagem, os três chefes de
Estado ficaram apavorados.
Imediatamente, o Lula se vira para Bush e cobra uma
solução do homem mais poderoso do mundio:
- Companheiro Bush, você que sabe falar e argumentar como
ninguém, convença o Capeta a parar com isso
senão vamos cair e morrer todos!!!
Depois de tomar seu “cowboy”, Bush foi
até lá, conversou... Conversou... E nada do coisa
ruim parar....
Foi quando Bush voltou e implorou ao Papa, que seria o poderoso
representante de Deus na Terra:
- Papa, só o senhor mesmo poderá nos salvar... O
Diabo não quer nem conversa... Vai derrubar o
avião mesmo!!!
O Papa foi até ao Diabo, usou de toda sua
persuasão, argumentou o que pôde, e nada....
Desistiu, voltou ao grupo e resumiu a conversa:
- Não sei o que fazer! Estamos perdidos. Vamos rezar!!!
Foi quando o heróico Lula se levantou e deu a
solução:
- Deixe comigo. Sou a nossa última chance. Eu não
sei de nada desse negócio de inferno, mas vou tentar.
E Lula lá foi ele falar com o Diabo. Não trocaram
duas palavras e o Diabo parou de serrar a asa do avião. E
sumiu...
Felizes e aliviados, Bush e o Papa perguntaram a Lula:
- O que você disse a ele? Por que ele saiu voando
tão depressa daqui?
-
É o seguinte, companheiros! Avisei para
ele: Se eu morrer, vou fundar o PT lá no Inferno...
Vida que segue...
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posted by Alerta Total de Jorge Serrão